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Mercedes-Benz EQS: interior, MBUX Hyperscreen e aerodinâmica em detalhes

Carro elétrico Mercedes EQS Future prata exibido em ambiente moderno com luzes de LED ao fundo.

O Mercedes-Benz EQS, novo topo de linha elétrico da marca alemã, só deve ser apresentado por completo daqui a algumas semanas. Mesmo assim, várias informações do modelo inédito já vieram à tona com antecedência.

Depois da apresentação do protótipo em 2019, tivemos a chance de dirigir o carro no começo de 2020. Na ocasião, ficou claro que o EQS seria o primeiro a estrear o MBUX Hyperscreen: uma enorme superfície de tela com aparência contínua, medindo 141 cm de largura - embora, na prática, sejam três telas OLED. Agora, já é possível ver esse conjunto instalado no interior do carro de produção.

MBUX Hyperscreen no Mercedes-Benz EQS e opções de interior

Apesar do impacto do Hyperscreen, ele não será item obrigatório: no novo EQS, o sistema será opcional. A Mercedes-Benz aproveitou para exibir também a cabine que virá de série (veja as imagens mais abaixo), com um layout muito próximo do que já conhecemos no Classe S (W223).

Além do efeito visual do Hyperscreen, o interior mostra um volante praticamente idêntico ao do Classe S e um console central elevado separando os dois bancos dianteiros. Abaixo desse console, há um vão livre (não existe túnel de transmissão) e, no total, o modelo mantém capacidade para cinco ocupantes.

Espaço interno e plataforma EVA do Mercedes-Benz EQS

A promessa é que o novo Mercedes-Benz EQS seja mais espaçoso do que o Classe S, resultado direto da base dedicada a elétricos, a EVA. Sem um motor a combustão ocupando a dianteira e com a bateria instalada entre os eixos - aproveitando a generosa distância entre-eixos -, torna-se possível “empurrar” as rodas para mais perto das extremidades da carroceria. Com isso, as seções dianteira e traseira ficam mais curtas, aumentando ao máximo a área destinada aos passageiros.

O Mercedes mais aerodinâmico de todos

Em outras palavras, a arquitetura do EQS também leva a um desenho externo com proporções diferentes das de um Classe S tradicional. O perfil do Mercedes-Benz EQS segue o conceito de “cabine avançada”, no qual o habitáculo fica visualmente mais à frente. Esse volume é marcado por uma linha em “arco único”, segundo os designers da marca, fazendo com que as colunas nas extremidades (A e D) se estendam até os eixos dianteiro e traseiro - e avancem sobre eles.

A berlina elétrica, de formas bem fluidas, quer ainda ser o Mercedes de produção com o menor Cx (coeficiente de resistência aerodinâmica) já registrado. Com Cx de apenas 0,20 (valor obtido com rodas AMG de 19″ e no modo de condução Esporte), o EQS supera os números do Tesla Model S reestilizado (0,208) e do Lucid Air (0,21) - considerados os rivais mais diretos da proposta alemã.

Mesmo sem revelar o carro por inteiro, a Mercedes-Benz afirma que o visual do EQS será definido pela ausência de vincos marcados e por menos linhas, com transições suaves entre as superfícies. A expectativa é de uma assinatura luminosa própria, com três pontos de luz unidos por uma faixa iluminada. Na traseira, outra faixa de luz deve conectar as duas lanternas.

Silêncio absoluto? Nem tanto

O cuidado com o bem-estar a bordo também aparece com destaque. Além de se esperar níveis altos de conforto de rodagem e isolamento acústico, a qualidade do ar interno promete ser superior à do ar externo. O novo Mercedes-Benz EQS pode receber um filtro HEPA (filtro de ar particulado de alta eficiência) de grandes dimensões, com área próxima à de uma folha A2 (596 mm x 412 mm x 40 mm). Esse item é opcional dentro do pacote Energizing Air Control e impede a entrada no habitáculo de 99,65% das micropartículas, do pó fino e dos pólens.

Por ser totalmente elétrico, a tendência é que o silêncio no interior seja quase total. Ainda assim, a Mercedes quer que o EQS funcione como uma “experiência acústica”, oferecendo como opcional um sistema que emite som durante a condução, ajustando-se ao estilo do motorista ou ao modo escolhido.

Quando o carro vem com o sistema de áudio da Burmester, há duas “paisagens sonoras” disponíveis: Ondas Prateadas e Fluxo Vívido. A primeira é descrita como um “som limpo e sensual”, enquanto a segunda seria “cristalina, sintética, mas humanamente quente”. Existe ainda uma terceira opção, mais curiosa: Pulso Rugidor, que pode ser liberada por atualização remota. Inspirada em “máquinas poderosas”, ela é a mais “sonora e extrovertida”. Um elétrico soando como se tivesse motor a combustão? Ao que tudo indica, sim.


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