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Range Rover GT: a revolução grand tourer da Range Rover

SUV verde Range Rover RR-GT 2026 em exibição dentro de showroom moderno com janelas amplas.

Nem era o “novo Velar”. O nome é simplesmente Range Rover GT - e ele chega com a promessa de virar o jogo. Depois de Range Rover, Range Rover Sport, Velar e Evoque, a marca diz nunca ter feito nada parecido em mais de 50 anos de história.

A Range Rover o descreve como um grand tourer, pensado para devorar longas distâncias no asfalto com conforto, silêncio e desempenho. Nas palavras da própria marca, será o Range Rover mais próximo de um carro de passeio já criado. Em outras palavras: é o Range Rover mais focado em estrada de todos.

A Razão Automóvel já viu o novo GT ao vivo, em Gaydon, onde todos os Range Rover são concebidos. Ainda não é possível revelar tudo, mas dá para confirmar que a virada é bem mais profunda do que a camuflagem dos protótipos deixa transparecer.

Mais perto de um automóvel do que nunca

O Range Rover GT não foi criado para tomar o lugar do Velar, como sugeriam os primeiros rumores, nem para substituir qualquer modelo atual. Ele entra como o quinto integrante da família e abre uma categoria inédita dentro da marca - mais próxima de um grande turismo do que de um SUV tradicional.

As proporções deixam isso evidente. A carroceria é mais baixa, o para-brisa tem grande inclinação e a linha do teto desce de forma marcada rumo à traseira. A camuflagem até esconde os detalhes finos, mas não consegue disfarçar o conjunto: nunca existiu um Range Rover com essa silhueta.

É uma mudança relevante. O Velar já era o Range Rover mais voltado para o uso em asfalto, mas ainda seguia uma fórmula conhecida: posição de dirigir elevada, carroceria de SUV e aptidão fora de estrada acima da média.

O GT avança além. Ele se aproxima muito mais do conceito clássico de grande turismo, sem abandonar por completo a versatilidade associada ao nome Range Rover.

E não se trata apenas de “um Range Rover mais baixo” ou “mais aerodinâmico”. A proposta é levar a identidade da marca para um território em que ela nunca esteve de verdade.

Por trás dessa transformação está a nova plataforma EMA (Electrified Modular Architecture), que estreia neste modelo. Projetada para diferentes níveis de eletrificação, ela deve permitir que o GT chegue primeiro em uma versão 100% elétrica e, mais adiante, em uma variante híbrida convencional (HEV).

A produção do Range Rover GT acontecerá em Halewood, no Reino Unido, ao lado de modelos com motor a combustão e híbridos. As especificações técnicas ainda não foram divulgadas, mas a marca promete revelar mais informações antes do fim do ano.

Interior antecipa nova abordagem

Enquanto o exterior segue encoberto por uma camuflagem inspirada nos contornos topográficos de Gaydon, a Range Rover já mostrou o interior sem disfarces.

A cabine reforça que a nova direção vai além da carroceria. O desenho adota um minimalismo evidente, com superfícies limpas e poucos elementos chamando atenção. Uma nova tela central aparece acompanhada de um display dedicado ao motorista, no lugar do painel de instrumentos tradicional.

As saídas de ar ficam escondidas e atravessam toda a largura da cabine. O painel é revestido por um tecido entrelaçado que também ajuda a ocultar as colunas do sistema de som, reduzindo o que a marca define como ruído visual e acústico.

A Range Rover também promete espaço para as pernas na segunda fileira líder na categoria e maior integração dos comandos de voz, para controlar mais funções sem depender das telas.

Na galeria abaixo, é possível ver mais detalhes do interior do Range Rover GT:

Uma aposta arriscada?

A Range Rover está entrando em um terreno pouco familiar. Por décadas, até seus modelos mais rápidos e sofisticados preservaram capacidades fora de estrada muito acima da média. No GT, isso ainda vai existir, mas deixará de ser o ponto central.

A prioridade passa a ser reinterpretar a fórmula do grande turismo, unindo conforto em viagens longas, desempenho elétrico e uma cabine pensada como um refúgio de tranquilidade. Tudo isso em um formato mais baixo, mais aerodinâmico e bem mais próximo de um automóvel convencional.

Para uma marca construída em torno de 4x4 e SUVs, é uma mudança profunda. E é justamente essa ruptura que faz do Range Rover GT um dos modelos mais intrigantes de sua história recente.


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