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Como funciona a ventoinha traseira do GMA T.50, segundo Gordon Murray

Carro esportivo cinza prata GMA T50 visto de trás em exposição interna com aerofólio traseiro grande.

Se existe um detalhe que chama mais atenção do que qualquer outro no GMA T.50 - mesmo sabendo que ele traz um espetacular V12 aspirado capaz de passar de 12 mil rpm - é a ventoinha de 40 cm de diâmetro, impossível de ignorar, instalada na traseira.

A ventoinha do GMA T.50 e a inspiração no Brabham BT46B Fan Car

Ela é a peça central do pacote aerodinâmico do carro e, em grande parte, a responsável por manter as formas limpas do T.50, sem a necessidade de recorrer a asas, aerofólios e outros apêndices que normalmente “cortam” a silhueta de super e hipercarros.

A ideia inevitavelmente lembra o Brabham BT46B Fan Car, o carro de Fórmula 1 criado por Gordon Murray. Mas, como o próprio Murray reforça, no T.50 a solução é bem mais refinada do que a do Brabham - que, nas palavras dele, não passava de um… aspirador.

Vídeos explicam o sistema em detalhes

Para tirar as dúvidas sobre o que é e como funciona esse dispositivo tão curioso, Murray aparece ao lado de Dario Franchitti (ex-piloto escocês, tetracampeão da IndyCar) em dois vídeos publicados no canal de YouTube da Gordon Murray Automotive.

No primeiro, Gordon Murray detalha a ventoinha de fibra de carbono - que pesa só 1,2 kg e pode girar a 7000 rpm - e explica por que ela é uma solução mais sofisticada do que a aplicada no Brabham.

Os seis modos aerodinâmicos do T.50

Também fica claro que a aerodinâmica do T.50 pode ser ajustada para aumentar o downforce (carga aerodinâmica) ou reduzir o arrasto, o que aparece em dois dos seis modos disponíveis: High Downforce e Streamline. Dos seis modos, quatro podem ser escolhidos pelo motorista (High Downforce, Streamline, V-Max, Test) e dois entram automaticamente (Auto e Braking). Abaixo, os seis modos e um resumo do que cada um faz:

  • Auto - o modo “normal”. O T.50 se comporta como qualquer outro superesportivo com efeito-solo passivo;
  • Braking - coloca automaticamente os aerofólios traseiros na inclinação máxima (mais de 45º), com a ventoinha operando na rotação mais alta em conjunto com as válvulas abertas do difusor. Nesse modo, o downforce dobra e o carro consegue reduzir 10 m da distância de frenagem a 240 km/h. Quando necessário, esse modo se sobrepõe a todos os outros.
  • High Downforce - prioriza a carga aerodinâmica, elevando-a em 50% para melhorar a tração;
  • Streamline - corta o arrasto em 12,5%, o que permite maior velocidade final e menor consumo. A ventoinha gira na rotação máxima, extraindo ar da parte superior do T.50 e criando uma “cauda” virtual para diminuir a turbulência.
  • V-Max Boost - o modo mais extremo do T.50. Ele aproveita características do Streamline, mas, graças ao efeito ram-air, permite que o V12 chegue a 700 cv por curtos períodos, ajudando na aceleração.
  • Test - usado apenas com o T.50 parado. Serve para… testar e confirmar o funcionamento correto de todo o sistema, que combina a ventoinha e vários componentes móveis, como aerofólios traseiros e dutos/válvulas do difusor.

Como a ventoinha muda o fluxo de ar sob o carro

No segundo vídeo (abaixo), Murray vai mais a fundo e, de um jeito bem direto, ajuda a visualizar como a rotação da ventoinha traseira do T.50 interfere no fluxo de ar por baixo do carro, aumentando ou reduzindo a carga aerodinâmica.

Se o “boneco” do Gordon Murray parece ter ficado um pouco confuso, esta imagem ajuda a entender melhor o que acontece na seção traseira do GMA T.50:


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