- ADICIONE A ZONA MILITAR NO GOOGLE
Por que nos adicionar? Receba as últimas atualizações da Zona Militar no seu feed do Google.
- ENTRE NO CANAL DO WHATSAPP
Participe do nosso canal oficial no WhatsApp e receba as notícias na hora.
Após registrar avanços relevantes no desenvolvimento do motor que equipará o futuro caça de sexta geração do Global Combat Air Programme (GCAP), Reino Unido, Japão e Itália concluíram uma nova rodada de revisões de projeto que aproxima o programa da construção e, em seguida, dos ensaios em solo de um demonstrador tecnológico. O avanço é decisivo para validar a arquitetura do conjunto de propulsão que moverá a aeronave.
👉 Leia também: As Forças Armadas da Rússia poderiam ser reforçadas com 30.000 soldados e novos mísseis balísticos fornecidos pela Coreia do Norte
Revisões de projeto e ensaios de componentes do motor do GCAP
As atividades são conduzidas pelo consórcio formado por Rolls-Royce (Reino Unido), IHI Corporation (Japão) e Avio Aero (Itália), responsável por desenvolver o sistema de potência e propulsão do GCAP. Depois de superar as revisões técnicas mais recentes, o programa segue para a aprovação final do projeto do demonstrador do novo motor, ao mesmo tempo em que a fabricação de componentes continua.
Até aqui, já foram realizados mais de cem ensaios com componentes em escala reduzida. Os resultados dessas avaliações vão sustentar as futuras provas em solo e fornecer dados essenciais para o desenvolvimento da planta motriz definitiva.
O demonstrador é uma peça-chave para reduzir riscos tecnológicos antes da produção do motor operacional. Além de confirmar novas soluções de engenharia e a integração entre subsistemas, ele também servirá para aprimorar ferramentas, processos de fabricação e métodos de trabalho, com a meta de encurtar os prazos de projeto e desenvolvimento da futura planta motriz.
Em paralelo, ao longo do último ano o consórcio inaugurou um centro de colaboração em Reading, no Reino Unido. No local, especialistas das três empresas atuam em conjunto com representantes da Agência GCAP e da Edgewing, reforçando a coordenação internacional do projeto.
📌 Você pode se interessar
- Reino Unido acelera o desenvolvimento de tecnologias para seu futuro caça de sexta geração com um investimento de quase £1.000 milhões
- O patrulheiro Centinela, da Armada Espanhola, realiza uma operação de vigilância no Mar de Alborão
“Central elétrica voadora”: energia e gestão térmica no novo sistema de propulsão
Um dos pontos mais marcantes do novo sistema de propulsão é que ele foi pensado para ir muito além de simplesmente gerar o empuxo necessário para o caça. Conforme explicou Phil Townley, diretor de Programas Futuros de Defesa da Rolls-Royce, o motor foi concebido como uma verdadeira “central elétrica voadora”, capaz de administrar as altas exigências energéticas e térmicas impostas por sensores de nova geração, sistemas de guerra eletrônica e futuras armas de alta potência que o caça deverá integrar.
Essa capacidade será determinante para sustentar o conjunto de desempenho esperado de uma plataforma de sexta geração.
Cooperação industrial e próximos passos do caça de sexta geração
As empresas envolvidas também enfatizaram o peso estratégico da cooperação industrial. Edoardo Curti, responsável pela unidade de Defesa da Avio Aero, afirmou que os progressos obtidos representam um marco importante para consolidar uma parceria de longo prazo entre os três fabricantes. Já Noriyuki Nakamura, assessor técnico da IHI Corporation, destacou que o programa vai unir tecnologias japonesas de motores aeronáuticos à experiência dos parceiros europeus para desenvolver o “coração” da próxima geração de aeronaves de combate, além de estimular a formação de talentos especializados e novas capacidades industriais.
Esses avanços acontecem poucas semanas depois de os governos do Reino Unido, da Itália e do Japão terem concedido à Edgewing um segundo contrato internacional de 4.600 milhões de libras esterlinas para dar continuidade ao desenvolvimento do futuro caça de sexta geração. O acordo viabiliza, nos próximos 18 meses, o avanço do detalhamento do projeto da aeronave, enquanto diferentes consórcios industriais seguem trabalhando em componentes críticos, incluindo o sistema de propulsão.
Com a meta de introduzir o novo avião por volta de 2035, o GCAP mantém o desenvolvimento em paralelo da plataforma, dos sensores, das comunicações e do motor, que deverá entregar tanto a potência de empuxo quanto a capacidade de geração elétrica exigida pelos sistemas de combate do futuro.
Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário